sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Cidades do Rio Grande do Norte no século XIX.


Segundo James Herdenson, 1821:

Na parte leste, existem as seguintes cidades: Natal, São José, Arez, Villaflor e Estremoz.

Na parte ocidental: Villa Nova da Princesa, Portalegre e Vila Nova do Príncipe.

Natal, que tem sido às vezes chamado de Cidade dos Reys, (Cidade dos Reis), com uma igreja dedicada à Senhora da Apresentacao, e a capital, não ultrapassa qualquer das maiores cidades da província, constituído por um quadrado; a ruas são de areia profunda, e é digno com o título de uma cidade, que recebeu em sua fundação pela Philips. Tem, como de costume, vários lugares de culto, um palácio para os governadores, uma cidade-casa, e uma prisão. É vantajosamente situada sobre a margem direita do rio Grande, perto de duas milhas acima da sua boca, que é defendida pelo Forte de Reys Majos, sentado em cima do ponto do sul, e tornando-se uma ilha com a maré alta. O holandês se possuiu desta cidade em 1633, e deu-lhe um avestruz para os braços, em alusão à multiplicidade dessas aves com o qual a província naquela época abundavam. No seu entorno algodão, feijão com, indiano, e mandioca são cultivados, com um pouco de arroz e açúcar.

Arez, originalmente Groahyras, é uma cidade pequena, com uma igreja dedicada a St. John the Baptist, e cerca de trinta e cinco milhas ao sul da capital, perto de um lago de seu nome primitivo, e vinte quilómetros de distância do mar. Os moradores são quase todos pescadores e respire um ar saudável. O canal que o holandês projectada abertura deste lago para a praia de Tibau, distante apenas dois quilômetros, e que iria salvar uma navegação de quinze milhas ou dezoito pela Tareyry, ainda está inacabado. No distrito de Arez é a povoação de Goyaninha, (Little Goyanna,) maior do que a cidade, da qual está distante dez milhas. É habitado por brancos, e tem uma igreja de Nossa Senhgora dos Prazeres.

Villaflor, em primeira chamada Grammacio, é. Uma cidade indiferente, habitada por índios agrícolas e brancos, com uma igreja da Senhora do Desterro. É quarenta milhas ao sul da capital e três do mar, perto do rio Cunhaú, que abastece com água.

Estremoz, anteriormente Guajiru, é uma cidade da mesma classe, como o anterior, bem situado perto de um lago de dez milhas de comprimento e dois de largura. É dez milhas do mar e ao norte-oeste da capital, com uma igreja matriz, tendo por patronos São Miguel e da Senhora dos Prazeres. Os habitantes são compostas de brancos, índios e mestiços. No distrito de Estremoz, na costa norte, perto da foz de um pequeno rio, é a povoa ^ ao florescimento de Toiros, ocupadas por brancos, e ornamentada com uma capela do Senhor Jesus dos Navegantes. De seu porto, onde navios de pequeno porte chegam, o algodão é exportado.

Villa Nova da Princeza, atualmente Assu, está bem situado na margem esquerda do rio Piranhas, vinte e cinco milhas acima da sua boca, e é a mais importante cidade comercial e da parte ocidental; hyates freqüente seu porto. Além de uma igreja dedicada a St. Joao Batista há uma igreja de Nossa Senhora do Rosário. Os moradores criam gado e cultivam as mesmas produções que são levantadas nos arredores da capital. O sal emprega muitas pessoas, e seus produtos forma um ramo considerável do comércio.

Villa Nova do Principe, anteriormente cayco, é uma cidade medíocre, e bem situado sobre o rio Seridó, vinte e cinco milhas acima da sua boca. St. Anna é padroeira da igreja, e os habitantes de tez vários beber a água do rio, nas margens do qual feijão, hortaliças, milho, e tabaco são cultivados. No seu bairro existem as ermidas de Santa Ana do Pe da Serra, de Santa Ana do Campo Grande e de Santa Luzia, que deverão tornar-se paróquias com o aumento da população.

Portalegre é uma cidade considerável, situada sobre a serra do seu nome, perto de cem quilómetros do mar e oito para a região oeste do Appody. São João Baptista é o padroeiro nominal de sua igreja, e seus habitantes, composta de europeus, brancos do país, e os índios, respire ar puro e salubre, e derivar água de dois excelentes FOUNTS perene. Os índios, cujos números são muito inferiores aos brancos, são descendentes principalmente de três colônias, que seus conquistadores aqui estabelecidas, nomeadamente a Payacus, que possuía as margens do Appody, o Icos, que eram mestres do que os do rio do Peixe, eo Pannaties, que habitavam a serra de seu nome. Algodão e mandioca são as suas exportações.

Os limites orientais do distrito desta cidade são comuns "com os da freguesia de St. John the Baptist de Appody. Na sua vizinhança, perto de um córrego, abaixo de uma árvore, há uma pequena fonte de água morna, chamado Água do Milho. É necessário retirá-la com uma pequena embarcação em um maior, quando qualquer pessoa deseja se banhar.

A cidade de São José (Mipibu, atual), que teve a Senhora do O. de sua padroeira, está em um estado de mediocridade, de maneira agradável e bem situado. Mipibu foi o seu primeiro nome, e é cerca de trinta quilômetros ao sul da capital, a quinze minutos do mar, e três do Groahyras lago. Os habitantes são agrícolas índios e brancos.Cerca de quatro quilômetros é a pequena povoacao de Papary, perto do lago de Groahyras, com uma capela de Nossa Senhora de O. e habitada por brancos, que são empregados na pesca.

Cerca de duzentos e cinquenta quilómetros a leste-nordeste de Cabo de São Roque (na praia de barra de Maxaranguape) é a ilha de Fernando de Noronha, descoberto por um Português de mesmo nome, sendo dez quilómetros de extensão, com largura proporcional, em geral montanhoso e pedregoso, com tão poucos e, como pequenas porções de terras suscetíveis de cultivo, que não podia manter uma colônia diminutivo. A fim de impedir um comércio de contrabando com países estrangeiros, um destacamento é mantido aqui, fornecidos e trocados anualmente em Pernambuco.

Alguns criminosos (de Portugal) são enviados para cá para passar o período de sua degradação, que cultiva uma pequena porção de mandioca, com alguns frutos do continente, e algumas raças de bovinos, ovinos e caprinos. A proibição rígida por parte do governo da entrada, até recentemente, de qualquer sexo feminino para esta ilha com a colônia, é uma circunstância altamente desabonadores de sua política. Um irmão-em-lei do General Rego voltou do governo da ilha, quando eu estava em Pernambuco, e dele eu entendi que as fêmeas, já foram admitidos na colônia. Ratos são aqui extremamente numerosos, alsoa o pássaro Rolla. Há um grande número de gatos de montanha selvagens, descendentes daqueles que fugiram de suas casas, eles exercem uma guerra contínua contra o Rolla. Ele tem boa água, e oito ou dez fortins, destinada a defender aqueles lugares onde um desembarque pôde ser realizada. No ano de 1738 D. João V ordenou que estas fortificações para ser construída, após a expulsão dos piratas que se instalaram aqui. Navios aquém da água, ocasionalmente, visitar este lugar para uma oferta.
Para o norte, e separada por um estreito canal, é a ilha de Ratos (Rats,), três quilômetros de comprimento, menos pedregoso, e mais arborizado que o outro, e onde os degradados (criminosos vindos de Portugal) formaram as plantações de algodão na árvore. É observado que os animais de que esta ilha tem o seu nome não existem aqui alguns anos atrás. No canal há uma pedra oca, onde o mar irrompe com um ruído alto.

Fonte: A history of Brazil. Herdenson, James.1821. London. from Google livros.

Cavernas no Rio Grande do Norte




























Fontes e mais informações:

www.sbe.com.br/anais29cbe/cbe_087-095.pdf

www.uniblog.com.br/separn/

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Viagem entre Papari (Nísia Floresta) e a aldeia São José (Mipibu) - 1809-1814
















No caminho para Natal...

Segundo Henry Koster:

"Partimos novamente cerca de duas horas. Eu tinha a intenção de ter montado até por do sol, e depois de ter colocado perto de alguma casa de campo, mas um jovem ultrapassou-nos, e entramos em conversa. Viveu em Papari, uma aldeia a cerca de meia légua fora da estrada, e ele apertou-me tanto a acompanhá-lo para dormir na casa dele, que eu concordei. Papari é um vale profundo e estreito, uma situação mais agradável. O conjunto do vale é cultivada, e este ano, as terras estavam em pedido grande, porque as chuvas haviam falhado, e as terras altas de areia tinha provado estéril. Por enquanto, parte todos os outros do país parecia seco e queimado, este ponto estava em plena verdura que parecia rir de tudo ao seu redor, consciente da sua própria superioridade. Os moradores pareciam por seu semblante para participar da aparência alegre da terra que viveu dentro Papari ainda goza de uma outra vantagem, embora esteja a uma distância de três ou quatro léguas do mar, um lago de água salgada atinge, de modo que sua habitantes têm o peixe trazido para as suas portas. A maré entra no lago, que nunca é seca, pois, embora o novo molas que correr para que ela possa falhar, ainda seria sempre preservar uma certa porção de água do mar. Os pescadores vêm acima em suas jangadas pequeno rio, que não exigem mais de doze centímetros de água. Papari é de cerca de cinco léguas de Cunhaú (Canguaretama). Senhor Dionisio me apresentou a sua senhora, ele é natural de Portugal, e ela uma brasileira. Eles possuíam um pequeno pedaço de terra no vale, e parecia estar confortavelmente situados. Papari pode conter cerca de três centenas de habitantes, muito dispersas. No decurso deste ano, depois que eu ouvi, que muitas pessoas se reuniram a ele de outras partes, devido à absoluta falta de provisões. Desci até a borda do lago (lagoa do Carcara, ver mapa) para ver os pescadores chegam, as pessoas do vale tinha todos reunidos para recebê-los, era um bom Billingsgate (grande mercado peixeiro de Londres) em miniatura a ressalva de que o idioma Português não admite palavrões".

"Jantamos no estilo brasileiro, em cima de uma mesa levantou cerca de seis centímetros do chão, em torno do qual nós nos sentamos ou melhor, deitou-se sobre esteiras. Nós não tivemos nenhuma garfos, e as facas, de que havia dois ou três, foram destinados apenas para cortar os pedaços maiores de carne dos dedos estavam a fazer o resto. Fiquei em Papari durante um dia inteiro, que os meus cavalos poderia ter alguma folga, que eu poderia comprar um outro senhor de Dionísio, e por conta Julio Poor's, cujos pés tinham começado a rachadura da secura das areias".

"Distantes Papari (atual Nisia Floresta), de três a quatro léguas, é a aldeia indígena de São José (Mipibu), construída sob a forma de um quadrado. Este lugar poderia conter cerca de duas centenas de habitantes, mas que tinha, evidentemente, o aparecimento de cair para se decomporem. A grama no centro da praça foi alta, a igreja negligenciadas, e todo o aspecto maçante. São José fica em cima de um solo seco de areia, e da gravidade da temporada poderia ter contribuído para a sua Koster olhar sombrio. Este dia que vivemos, a total impossibilidade de se confiar nas contas que recebemos das distâncias, e meu guia não tinha cabeça muito inteligente para recordá-las, embora ele, como a maioria dessas pessoas, possuía uma espécie de instinto em relação aos caminhos que foram a seguir. Fomos informados de que Natal era distante de São José de três ou quatro léguas, e, portanto, espera-se chegar a esse lugar ao anoitecer, mas cerca de cinco horas, entramos em cima dos montes de areia triste, sobre o qual se encontra a estrada para a cidade . O país inteiro está desabitada, e posso dizer inabitável, entre Natal e São Joze: conseqüentemente nós tivemos muito ténue esperança de encontrar qualquer um de nos dar formação inT da distância, mas o guia disse que ele supostamente não poderíamos estar mais perto ele que de dois a três léguas, a partir da lembrança que tinha dessas colinas, uma vez que, quando passou não pode ser completamente esquecido. Quando estava quase escuro, e quando os cavalos eram quase cedendo, vimos dois rapazes a cavalo, vindo em nossa direção. Pedimos a eles a distância: eles responderam "duas léguas, e toda a areia profunda", acrescentando que eles pertenciam a um partido, que tinha chegado a makefarinha, sobre uma mancha de terra, meia légua distante de onde estávamos, na qual mandioca foi cultivada. Eles disseram que para ir para o Rio Grande mesma noite foi uma loucura, que eles estavam indo um caminho curto para a água os seus cavalos, e que em seu retorno, eles nos guiam para seu partido. Concordei em esperar por eles. Quando eles chegaram, eles deram logo a partir da estrada, abaixo do lado de uma das colinas, já era escuro. Seguimos, entrou algum mato alto e grosso, e uma maneira considerável para ele, encontrou as pessoas a quem os meninos nos disse que eles pertenciam.

"Os instrumentos para fazer a farinha foram colocados sob um galpão, que era coberto com as folhas da macaiba, e outras palmeiras. Estas pessoas haviam fixado neste ponto, pois não havia uma nascente de água salobra rígido, que foi, no entanto, só deve ser atingido por ordem decrescente de um precipício. O jarro foi presa a uma corda, e elaborado, e que a pessoa que desceu para preenchê-lo, subiu ao precipício por meio do mato que cresce em cima do lado. Eu não gosto muito da parte: portanto, tomamos nosso alojamento, a alguma distância pouco deles, e nenhum de nós liquidadas regularmente para a noite. Eu, agora, muito se arrependeu de não ter um cão comigo. Nossos cavalos passaram uma noite infeliz, alimentando-se das folhas de arbustos em torno de nós".

Bibliografia: Koster, H. 1817. Travels in Brazil. London. vol. 1. pp. 355.

Fontes: Google livros e Google maps

Cidade de Natal, por um viajante ingles em 1809-1815



Segundo Henry Koster,

"Cheguei cerca de onze horas da manhã na cidade de Natal, situada às margens do rio Grande, ou Potengi. Um estrangeiro, que tivesse a chance de primeira terra neste lugar, em sua chegada na costa do Brasil, seria formar uma opinião muito pobre do estado da população do país, pois, se lugares como este são chamadas as cidades, o que deve as cidades e aldeias ser? Mas essa decisão não seriam corretas, pois muitas aldeias, mesmo do Brasil, superar esta cidade. A classificação deve ter sido dado a ele, e não do que era ou é, mas a partir da expectativa do que poderia ser em algum período futuro. A resolução sobre um terreno elevado, em vez retirado do rio, é propriamente o da cidade, como a igreja paroquial está lá. É constituída por a.. quadrado, com casas de cada lado, tendo apenas um piso térreo, as igrejas, que há três, o palácio, Câmara Municipal, e prisão. Três ruas levar a ela, que também algumas casas de cada lado. Nenhuma parte da cidade é asfaltada, mas a areia é profunda, nesta conta, realmente, alguns dos habitantes têm levantado uma trilha de tijolos antes de suas próprias casas. O lugar pode conter de seis para sete centenas de pessoas" (corresponde atualmente regiao proxima a praca Andre de Alburquerque no centro de Natal).

"Eu fui imediatamente para o palácio, como eu tinha cartas de apresentação para o governador, a partir de vários de seus amigos em Pernambuco. Recebeu-me da maneira mais cordial, pediu-me o meu passaporte, que eu o entreguei. Foi pouco aberta, quando ele devolveu-o imediatamente, dizendo que ele só fez isso, que todas as formas necessárias possam ser cumpridas. Ele disse que eu deveria ficar com ele, e ele daria uma casa para meu povo. À uma hora jantamos, e um dos seus ajudantes-de-campo foi com a gente. À tarde, caminhávamos até a cidade baixa. Ele está situado em cima Jhe margens do rio, as casas de pé ao longo da margem sul, e há apenas a largura normal de uma rua entre eles e os rios. Este lugar pode conter de dois para trezentos habitantes, e aqui vivem os homens do comércio de Rio Grande. A barra do Potengi é muito estreito, mas é suficientemente profunda para admitir que navios de 150 toneladas. Os projetos do banco norte consideravelmente, e por esta razão, é necessário que um navio deve fazer para que a partir do sul. A entrada para o recife de pedras, que se encontra a alguma distância da costa, exige também a ser conhecida, de modo que a porta está completamente difícil. O rio é muito segura, quando uma vez dentro do bar. A água é profunda, e muito ainda, e dois navios pode balançar em sua amplitude, mas logo se torna superficial, e no curso de alguns quilómetros é muito reduzido. Eu devia imaginar que seis ou sete navios poderiam balançar todos juntos no porto. As barras de rios que são formados, como no presente caso, de areia, são, no entanto, para não ser confiável para, sem bons pilotos, como se mudar em breve a sua profundidade, e até mesmo a sua situação. Quando a maré entra, o banco norte é transbordou sobre uma milha da foz do porto, e se espalha sobre uma extensão considerável de terra, que, mesmo durante a maré baixa, está sempre molhado e enlameado, mas nunca se torna suficientemente profunda para evitar a transmissão . O governador estava levantando uma estrada ao longo deste pedaço de terra, eo trabalho foi, então, quase a metade concluída. A nova estrada seria de cerca de uma milha de comprimento. A capitania do Rio Grande está sujeita ao governador de Pernambuco, e os da Paraíba e Ceará anteriormente estavam na mesma situação, mas nos últimos anos têm sido formadas em governos provinciais independentes".

O governador, Francisco de Paula Cavalcante de Albuquerque, é um nativo de Parnambuco, e um irmão mais novo do chefe da sucursal Cavalcante dos Albuquerques. Seu pai, um brasileiro também, pela primeira vez um alferes no regimento Recife da linha. Ele mais tarde se estabeleceu em cima de um engenho de açúcar, e fez uma fortuna".

Fonte: Google livros

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Terremoto toda hora no Japão, Califórnia e Sumatra...

Quer ver onde a terra tá tremendo agora, na ultima hora e nos ultimos dias. Dá uma olha no site do Servico Geológico do Estados Unidos (USGS):

http://earthquake.usgs.gov/eqcenter/recenteqsanim/world.php


Clique em star animation para ver a evolucão nos ultimos 5 dias. Quem for viajar pra o Japão, California (EUA) e Sumatra (Oceania) ou passar férias no Caribe em porto rico e na República Dominicana tem grandes chances de sentir um terremoto.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Origem e jornada do homem na Terra

O site da National Geographic, através do projeto Genographic apresenta um atlas com animações mostrando a origem eos caminhos que humanos traçaram para formação da diversidade do mundo atual. Este estudo é baseado na analise das características genéticas de vários grupos humanos atuais (principalmente os mais isolados) com cruzamento de dados históricos e datações sobre a pré-história. Estudo reúne também dados de Antropologia e Arqueologia.


No Atlas é possivel ver a rotas de deslocamento do seres humanos, a partir de sua origem a sul do deserto do saara na África amais de 200.000 anos atrás e chegaram a américa do Sul entre 55 e 50 mil anos atrás. Use a barra superior para viajar no tempo e clique nos links nos mapa para ver as pistas deixadas na jornada humana. Infelizmente o site é somente em inglês, mas os gráficos são excelentes e muito ilustrativos.


https://genographic.nationalgeographic.com/genographic/lan/en/atlas.html


Existe também uma animação do globo da terra com links para informações sobre a colonização do homem na terra. Use a barra superior para restringir o período de tempo dos acontecimentos.


https://genographic.nationalgeographic.com/genographic/lan/en/globe.html


Você também pode mandar seu DNA para ver a trajetória de seus ancestrais.


https://genographic.nationalgeographic.com/genographic/lan/en/journey.html



Fonte: National Geographic (Project Genographic) https://genographic.nationalgeographic.com

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Depois de mais de 100.000.000 anos, o Sal do Pré-Sal ficou famoso


A camada chamada Pré-Sal onde foram perfurados poços, e posteriormente testados, confirmaram um gigantesca jazida de Petróleo. Esta camada foi formada entre 111.000.000 e 114.000.000 de anos atras, pela evaporação da água do mar em ambiente marinho restrito e raso (um piscinão de criança), sem correntes marinhas importantes.

Onde as bordas da piscina de agua salgada seria as costa do brasil e da áfrica. Antes disso o brasil e africa eram unidos, e o como um dos produtos do seu divórcio temos uma extensa camada de evaporitos que vai praticamente do Rio Grande do Sul a Paraíba.

Evaporitos são rochas formadas principalmente por evaporação. Estes fão formados por sais minerais, entre elas a halita (muitas vezes não é o princiapl mineral), nosso sal de cozinha (aquele produzido nas salinas de Macau-RN e Cabo Frio-RJ), daí chamar a Camada de rochas evaporíticas, de Sal.


E por que Pré-Sal???

O parágrafo acima explica...como foi um evento muito regional ocorrendo em toda costa brasileira e africana em um certo e pequeno intervalo de tempo (pra geologia 4.000.000 de anos é pouco, a terra tem 4.560.000.000 de anos) esta camada de sal serve como marco, ou seja, linha de tempo de referência.

Outro motivo é que por ter caracteristicas físicas bem distintas de arenitos e argilitos é facilmente identificada em uma seção sísmica (um tipo de radiografia do solo que mostra distinções de propridades físicas que podem ser interpretadas pelo géologos).

Logo, o que está acima desta camada regional e de fácil identificação, é Pós-Sal (foram depositadas em cima do Sal, portanto camadas mais novas), e o que está abaixo desta camada é o Pré-Sal (rocha mais antigas).

E o que que o Petróleo tem haver com isso?

Uma das características importantes dos evaporitos é sua impermeabilidade, ou seja não é ultrapassada por fluidos. E o petroléo é um...fluido...que está contido em rochas abaixo da camada dos Evaporitos, o famoso Pré-Sal. Como fluido de menor densidade que as rocha e sob alta profundidades (alta pressão), o petroleo tende a subir em busca de menores pressões, até que esbarra no Sal (que é ...inpermeável...) e se acumula, aí temos as jazida descoberta.

E porque não acharam antes?

Já existem diversas jazidas nas camadas pré-sal em diversas bacias brasileiras e africanas, mas em menores profundidades de água e com jazidas menores. Não acharam antes por dois motivos principais: grandes profundidades (7.000.000 metros) que necessita de equipamentos que suportem pressões altissimas e o outro é novamente as caracteristicas da camada de Sal, que como o Sal das salinas em contato com fluido (ou seja, água) se dissolve, derrubando as paredes dos poços, podendo formas grandes cavernas, que causa a perda dos poços (imagina o tamanho de uma caverna em uma camada de 2 Km de espessura de Sal...). Logo foi preciso desenvolve técnicas para contorna isso tudo e muito mais.

Cerca de 12.000 escravos desembarcaram em Ponta Negra - RN








Cerca de 12.000 escravos desembarcaram em Ponta Negra, Provenientes do portos do Congo, Benguela, Cabinda, entre outros no periodo de 1836-1850, Ver o Mapa, Tabela:

Os principais portos de desembarque de escravos no nordeste eram nos estados de Paraíba e Pernambuco.


Fonte: http://www.slavevoyages.org/

Paulistas acabam com a guerra no sertão do Seridó - Parte 2

Próximo a 1700, há mais de 300 anos atrás...

No início de 1688, Matias da Cunha já havia escrito aos edis de São Paulo, alertando para o fato de que o Rio Grande se achava oprimido pelos bárbaros. Ele também escreveu à mesma Câmara afirmando que das fronteiras chegavam avisos de que as tropas não se atreviam a investir contra os índios nas suas aldeias, e que estes chegaram até mesmo a cercar os quartéis onde estavam Domingos Jorge Velho Antônio e Albuquerque Câmara, que pelejando quatro dias com os bárbaros, por falta de munições, tinham se retirado dos quartéis.

O acampamento do sertanista situava-se na ribeira do Piranhas, fronteira com a Paraíba. Combateu no Seridó sem, no entanto, participar da última batalha da guerra cujo palco foi o Acauã. Ali ficou sob o comando das tropas, um cabo de seu terço, que "derrotou o gentio (...) e trouxeram mil e tantos prisioneiros" . Neste combate teria sido preso o cacique Canindé, que em 1692 firmou um acordo de paz com os portugueses.

Domingos Jorge Velho, continuou na peleja com os índios pelo menos até o final de 1689. Com efeito, em outubro, seu sargento-mor obtivera uma importante vitória sobre os bárbaros, que resulta na captura do principal janduí, Canindé.

A decisão tomada e aceita pelo rei em 10 de Março de 1695, foi de contratar o terço de paulistas, patrocinando-os e executando a lei de 1641 que possibilitava que esses "soldados" poderiam fazer os índios de cativos, no lucrativo comércio de escravos.

Os argumentos de Bernardo Vieira de Melo não surtiram efeitos para coroa, que já puseram em marcha a máquina de guerra paulista, comandada pelo meste-de-campo Manuel Alvares de Morais Navarro, que distribuiu patentes a ele e a todo o terço que fizeram parte deste levante. Navarro e sua gente partiram para Bahia de onde o terço saiu em direção a Paraíba. Após oito meses (10 de maio de 1699) juntaram-se a esse terço os capitães Manuel da Mata Coutinho e Manuel de Siqueira Rondon, acompanhados de setenta soldados.

As tensões permaneceram até que as pazes foram sendo tecidas pouco a pouco e o trabalho de sedentarização dos índios foi sendo orquestrado pela Coroa.

FONTE: http://www.cerescaico.ufrn.br/

Uma Guerra no Sertão com os antigos Seridoense, os Tapuias - Parte 1

Por volta de 1680, há mais de 300 anos atrás...

Os Tapuias, também conhecidos por "Bárbaros", habitavam, dentre outras regiões, os sertões da Capitania do Rio Grande. Dividiam-se em vários grupos nomeados de acordo com a região onde moravam – Cariris (Serra da Borborema), Tarairiou (Rio Grande e Cunhaú), Canindés (no sertão do Acauã ou Seridó). Eram chefiados por vários reis e falavam línguas diversas. Merecendo destaque os reis Janduí e Caracará.

A princípio o denominado Sertão do Açu compreendia toda ribeira do rio com este nome e a ribeira posteriormente chamada de Seridó, recorte espacial reputado como possuidor de grandes campos frescos e salubres, onde muito gado podia ser criado. Sua colonização começou no final da década de 1670 e início de 1680. Ocupavam originalmente essa região os nativos tapuias, na sua grande maioria pertencentes à nação dos janduís. Esta porção interior da Capitania do Rio Grande foi tocada inicialmente, pela empresa colonizadora, por vaqueiros que ali fabricavam currais e viviam em relativa paz com os primitivos habitantes.

Contudo, essa paz duraria muito pouco e está região seria palco das mais sangrentas batalhas e atrocidades cometidas ao longo das Guerras dos Barbaros . Levantes isolados de grupos indígenas precederam o movimento que tomaria maiores dimensões e seria denominado na época como a Guerra do Açu.

Mesmo sendo difícil datar o início destas revoltas e levantes, é possível que os motivos da revolta remontam dos abusos de João Fernandes Vieira, Capitão-mor da Paraíba (1655–1657), quando este prendeu os dois filhos de Canindé, tido como "rei dos janduís".

As razões mais profundas podem ser encontradas na expulsão dos holandeses - fiéis aliados dos indígenas tapuias -, além do avanço da economia pastoril que promovia a ocupação das terras dos nativos, além do que, o sertão do Açu foi alvo da migração de pessoas vindas das demais províncias do Norte em fuga de um surto epidêmico de febre amarela. Diante desse panorama, os tapuias sentiram-se usurpados e resolveram reagir.

Em pouco tempo os tapuias fizeram-se senhores, novamente, de todo sertão ameaçando inclusive os colonos na ribeira do Ceará Mirim. Tal proximidade com a sede da Capitania colocava em perigo os moradores de Natal. Houve então a necessidade da vinda de socorro da Bahia. A solução encontrada pelo Governador Geral foi autorizar o envio de duas Companhias que partiram sob o comando do Coronel Antônio de Albuquerque Câmara.

No que tange ao Seridó, na ribeira do Acauã, chega em 1687 o coronel Antônio de Albuquerque da Câmara, que ali possuía uma sesmaria, para dar combate aos gentios, usando como base militar a casa-forte do Cuó, cujos alicerces ainda podem ser encontrados em Caicó.

No entanto, esta expedição resultou em um enorme fracasso, fazendo com que os moradores da Capitania do Rio Grande ficassem bastante abalados a ponto de ameaçarem "despejar a Capitania". Essa decisão dos moradores fez com que o capitão-mor do Rio Grande baixasse um edital para impedir o êxodo em massa, alertando a população dos possíveis danos que sofreriam se abandonasse a capitania.



O roubo de uma índia fundou a Paraíba

há mais de 400 anos atrás...

Com o objetivo de povoar o Brasil:

A colônia portuguesa, Brasil, foi dividida em quinze capitanias, para doze donatários. Entre elas destacam-se a capitania de Itamaracá, a qual se estendia do rio Santa Cruz até a Baía da Traição.

Inicialmente essa capitania foi doada à Pero Lopes de Sousa, que não pôde assumir, vindo em seu lugar o administrador Francisco Braga, que devido a uma rivalidade com Duarte Coelho, deixou a capitania em falência, dando lugar a João Gonçalves, que realizou algumas benfeitorias na capitania como a fundação da Vila da Conceição e a construção de engenhos.

Após a morte de João Gonçalves, a capitania entrou em declínio, ficando à mercê de malfeitores e propiciando a continuidade do contrabando de madeira. Em 1574 aconteceu um incidente conhecido como "Tragédia de Tracunhaém", no qual índios mataram todos os moradores de um engenho chamado Tracunhaém em Pernambuco, próximo a Goiana.

Esse episódio ocorreu devido ao rapto e posterior desaparecimento de um índia, filha do cacique potiguar, no Engenho Tracunhaém. Após receber a comitiva constituída pela índia e seus irmãos, vindos de viagem, após resgatar a índia raptada, para pernoite em sua casa, um senhor de engenho, Diogo Dias, provavelmente escondeu-a, de modo que quando amanheceu o dia a moça havia desaparecido e seus irmãos voltaram para sua tribo sem a índia.

Seu pai ainda apelou para as autoridades, enviando emissários a Pernambuco sem o menor sucesso. Os franceses que se encontravam na Paraíba estimularam os potiguaras à luta. Pouco tempo depois, todos os chefes potiguaras se reuniram, movimentaram guerreiros da Paraíba e do Rio Grande do Norte e atacaram o engenho de Diogo Dias.

Foram centenas de índios que, ardilosamente, se acercaram do engenho e realizaram um verdadeira chacina a morte de todos que encontraram pela frente: proprietários, colonos e escravos, seguindo-se o incêndio do engenho.

Após esta tragédia, D. João III, rei de Portugal, desmembrou Itamaracá, dando formação à capitania do Rio Paraíba.

Fonte: Wikipedia

Curso de Tupi Antigo - Online

Introdução ao Tupi Antigo

Nós nos propomos, aqui, a ensinar-lhe, de modo correto, o Tupi Antigo, a língua indígena clássica do Brasil, a velha língua brasílica dos primeiros dois séculos de colonização do nosso país. Você aprenderá os fundamentos da língua Tupi e conhecerá onde ele está presente na língua portuguesa e na geografia do Brasil.

Infelizmente há cursos sem a mínima seriedade, que ensinam Nheengatu da Amazônia como se fosse Tupi Antigo, de envolta com o Guarani paraguaio. Tudo isso mais confunde os alunos que os ensina. Ora, estudar Tupi Antigo exige a mesma seriedade científica que exige o estudo de qualquer outro idioma. Assim, antes de tudo, é importante que certos conceitos fiquem bem claros para quem começa a estudar essa língua.

Conceitos Importantes

TUPI ANTIGO - Essa foi a língua que os marinheiros da armada de Cabral ouviram quando aqui chegaram em 1500 e que ajudou na construção espiritual do Brasil. Naquela época, essa língua era falada em toda a costa do Brasil por muitos grupos indígenas: os Potiguaras, os Caetés, os Tupinambás, os Temiminós, os Tabajaras, etc. Seu primeiro gramático foi o Padre José de Anchieta, que publicou sua Arte de Gramática da Língua mais Usada na Costa do Brasil, em 1595.

Chegou a ser, por séculos, a língua da maioria dos membros do sistema colonial brasileiro, de índios, negros africanos e europeus, contribuindo para a unidade política do Brasil. Forneceu milhares de termos para a língua portuguesa do Brasil, nomeou milhares de lugares no nosso país (sendo, depois do português, a língua que mais produziu nomes geográficos em nosso território), esteve presente em nossa literatura colonial, no Romantismo, no Modernismo, foi a referência fundamental de todos os que quiseram afirmar a identidade cultural do Brasil. “Falada na catequese e nas bandeiras, instrumento das conquistas espirituais e territoriais da nossa história, o seu conhecimento, sequer superficial, faz parte da cultura nacional” (Lemos Barbosa, 1956).

LÍNGUA GERAL – Foi uma língua surgida da evolução do Tupi Antigo, a partir da segunda metade do século XVII, quando, então, era falada por todos os membros do sistema colonial brasileiro: negros, brancos, índios tupis e não tupis, mestiços.

TUPI-GUARANI – não é uma língua, mas uma família de mais de vinte línguas. Inclui o Tapirapé, o Wayampi, o Kamayurá, o Guarani (com seus dialetos), o Parintintin, o Xetá, o Tupi Antigo, etc. Existem línguas Tupi-Guarani, não o Tupi-Guarani. Dessas, o Tupi Antigo é a que foi estudada primeiro e a que mais influenciou a formação da cultura brasileira.

NHEENGATU – é uma língua da Amazônia, uma evolução da língua geral, falada por caboclos no vale do Rio Negro, na Amazônia. É uma fase atual do desenvolvimento histórico do Tupi Antigo, mas não é o Tupi Antigo.

TUPI MODERNO – é o nome que alguns dão ao Nheengatu da Amazônia ou, ainda, a certas línguas faladas da família Tupi-Guarani. Não é a língua que Anchieta estudou, mas uma evolução dela.

Chave da pronúncia do tupi antigo

VOGAIS:

A: ka’a - mata;

a-karu - (eu) como;
taba - aldeia
E: ere-ker - (tu) dormes;
ixé - eu;
pereba - ferida
I: itá - pedra;
pirá - peixe;
maíra - francês
O: "a-só" (leia assó) - (eu) vou;
oka - (leia "óca") - casa

U: upaba - lago;
sumarã - inimigo;
puká - rir

Para Fazer o curso com direito a certificado:

http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/index.html