quarta-feira, 29 de julho de 2009

Origem e jornada do homem na Terra

O site da National Geographic, através do projeto Genographic apresenta um atlas com animações mostrando a origem eos caminhos que humanos traçaram para formação da diversidade do mundo atual. Este estudo é baseado na analise das características genéticas de vários grupos humanos atuais (principalmente os mais isolados) com cruzamento de dados históricos e datações sobre a pré-história. Estudo reúne também dados de Antropologia e Arqueologia.


No Atlas é possivel ver a rotas de deslocamento do seres humanos, a partir de sua origem a sul do deserto do saara na África amais de 200.000 anos atrás e chegaram a américa do Sul entre 55 e 50 mil anos atrás. Use a barra superior para viajar no tempo e clique nos links nos mapa para ver as pistas deixadas na jornada humana. Infelizmente o site é somente em inglês, mas os gráficos são excelentes e muito ilustrativos.


https://genographic.nationalgeographic.com/genographic/lan/en/atlas.html


Existe também uma animação do globo da terra com links para informações sobre a colonização do homem na terra. Use a barra superior para restringir o período de tempo dos acontecimentos.


https://genographic.nationalgeographic.com/genographic/lan/en/globe.html


Você também pode mandar seu DNA para ver a trajetória de seus ancestrais.


https://genographic.nationalgeographic.com/genographic/lan/en/journey.html



Fonte: National Geographic (Project Genographic) https://genographic.nationalgeographic.com

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Depois de mais de 100.000.000 anos, o Sal do Pré-Sal ficou famoso


A camada chamada Pré-Sal onde foram perfurados poços, e posteriormente testados, confirmaram um gigantesca jazida de Petróleo. Esta camada foi formada entre 111.000.000 e 114.000.000 de anos atras, pela evaporação da água do mar em ambiente marinho restrito e raso (um piscinão de criança), sem correntes marinhas importantes.

Onde as bordas da piscina de agua salgada seria as costa do brasil e da áfrica. Antes disso o brasil e africa eram unidos, e o como um dos produtos do seu divórcio temos uma extensa camada de evaporitos que vai praticamente do Rio Grande do Sul a Paraíba.

Evaporitos são rochas formadas principalmente por evaporação. Estes fão formados por sais minerais, entre elas a halita (muitas vezes não é o princiapl mineral), nosso sal de cozinha (aquele produzido nas salinas de Macau-RN e Cabo Frio-RJ), daí chamar a Camada de rochas evaporíticas, de Sal.


E por que Pré-Sal???

O parágrafo acima explica...como foi um evento muito regional ocorrendo em toda costa brasileira e africana em um certo e pequeno intervalo de tempo (pra geologia 4.000.000 de anos é pouco, a terra tem 4.560.000.000 de anos) esta camada de sal serve como marco, ou seja, linha de tempo de referência.

Outro motivo é que por ter caracteristicas físicas bem distintas de arenitos e argilitos é facilmente identificada em uma seção sísmica (um tipo de radiografia do solo que mostra distinções de propridades físicas que podem ser interpretadas pelo géologos).

Logo, o que está acima desta camada regional e de fácil identificação, é Pós-Sal (foram depositadas em cima do Sal, portanto camadas mais novas), e o que está abaixo desta camada é o Pré-Sal (rocha mais antigas).

E o que que o Petróleo tem haver com isso?

Uma das características importantes dos evaporitos é sua impermeabilidade, ou seja não é ultrapassada por fluidos. E o petroléo é um...fluido...que está contido em rochas abaixo da camada dos Evaporitos, o famoso Pré-Sal. Como fluido de menor densidade que as rocha e sob alta profundidades (alta pressão), o petroleo tende a subir em busca de menores pressões, até que esbarra no Sal (que é ...inpermeável...) e se acumula, aí temos as jazida descoberta.

E porque não acharam antes?

Já existem diversas jazidas nas camadas pré-sal em diversas bacias brasileiras e africanas, mas em menores profundidades de água e com jazidas menores. Não acharam antes por dois motivos principais: grandes profundidades (7.000.000 metros) que necessita de equipamentos que suportem pressões altissimas e o outro é novamente as caracteristicas da camada de Sal, que como o Sal das salinas em contato com fluido (ou seja, água) se dissolve, derrubando as paredes dos poços, podendo formas grandes cavernas, que causa a perda dos poços (imagina o tamanho de uma caverna em uma camada de 2 Km de espessura de Sal...). Logo foi preciso desenvolve técnicas para contorna isso tudo e muito mais.

Cerca de 12.000 escravos desembarcaram em Ponta Negra - RN








Cerca de 12.000 escravos desembarcaram em Ponta Negra, Provenientes do portos do Congo, Benguela, Cabinda, entre outros no periodo de 1836-1850, Ver o Mapa, Tabela:

Os principais portos de desembarque de escravos no nordeste eram nos estados de Paraíba e Pernambuco.


Fonte: http://www.slavevoyages.org/

Paulistas acabam com a guerra no sertão do Seridó - Parte 2

Próximo a 1700, há mais de 300 anos atrás...

No início de 1688, Matias da Cunha já havia escrito aos edis de São Paulo, alertando para o fato de que o Rio Grande se achava oprimido pelos bárbaros. Ele também escreveu à mesma Câmara afirmando que das fronteiras chegavam avisos de que as tropas não se atreviam a investir contra os índios nas suas aldeias, e que estes chegaram até mesmo a cercar os quartéis onde estavam Domingos Jorge Velho Antônio e Albuquerque Câmara, que pelejando quatro dias com os bárbaros, por falta de munições, tinham se retirado dos quartéis.

O acampamento do sertanista situava-se na ribeira do Piranhas, fronteira com a Paraíba. Combateu no Seridó sem, no entanto, participar da última batalha da guerra cujo palco foi o Acauã. Ali ficou sob o comando das tropas, um cabo de seu terço, que "derrotou o gentio (...) e trouxeram mil e tantos prisioneiros" . Neste combate teria sido preso o cacique Canindé, que em 1692 firmou um acordo de paz com os portugueses.

Domingos Jorge Velho, continuou na peleja com os índios pelo menos até o final de 1689. Com efeito, em outubro, seu sargento-mor obtivera uma importante vitória sobre os bárbaros, que resulta na captura do principal janduí, Canindé.

A decisão tomada e aceita pelo rei em 10 de Março de 1695, foi de contratar o terço de paulistas, patrocinando-os e executando a lei de 1641 que possibilitava que esses "soldados" poderiam fazer os índios de cativos, no lucrativo comércio de escravos.

Os argumentos de Bernardo Vieira de Melo não surtiram efeitos para coroa, que já puseram em marcha a máquina de guerra paulista, comandada pelo meste-de-campo Manuel Alvares de Morais Navarro, que distribuiu patentes a ele e a todo o terço que fizeram parte deste levante. Navarro e sua gente partiram para Bahia de onde o terço saiu em direção a Paraíba. Após oito meses (10 de maio de 1699) juntaram-se a esse terço os capitães Manuel da Mata Coutinho e Manuel de Siqueira Rondon, acompanhados de setenta soldados.

As tensões permaneceram até que as pazes foram sendo tecidas pouco a pouco e o trabalho de sedentarização dos índios foi sendo orquestrado pela Coroa.

FONTE: http://www.cerescaico.ufrn.br/

Uma Guerra no Sertão com os antigos Seridoense, os Tapuias - Parte 1

Por volta de 1680, há mais de 300 anos atrás...

Os Tapuias, também conhecidos por "Bárbaros", habitavam, dentre outras regiões, os sertões da Capitania do Rio Grande. Dividiam-se em vários grupos nomeados de acordo com a região onde moravam – Cariris (Serra da Borborema), Tarairiou (Rio Grande e Cunhaú), Canindés (no sertão do Acauã ou Seridó). Eram chefiados por vários reis e falavam línguas diversas. Merecendo destaque os reis Janduí e Caracará.

A princípio o denominado Sertão do Açu compreendia toda ribeira do rio com este nome e a ribeira posteriormente chamada de Seridó, recorte espacial reputado como possuidor de grandes campos frescos e salubres, onde muito gado podia ser criado. Sua colonização começou no final da década de 1670 e início de 1680. Ocupavam originalmente essa região os nativos tapuias, na sua grande maioria pertencentes à nação dos janduís. Esta porção interior da Capitania do Rio Grande foi tocada inicialmente, pela empresa colonizadora, por vaqueiros que ali fabricavam currais e viviam em relativa paz com os primitivos habitantes.

Contudo, essa paz duraria muito pouco e está região seria palco das mais sangrentas batalhas e atrocidades cometidas ao longo das Guerras dos Barbaros . Levantes isolados de grupos indígenas precederam o movimento que tomaria maiores dimensões e seria denominado na época como a Guerra do Açu.

Mesmo sendo difícil datar o início destas revoltas e levantes, é possível que os motivos da revolta remontam dos abusos de João Fernandes Vieira, Capitão-mor da Paraíba (1655–1657), quando este prendeu os dois filhos de Canindé, tido como "rei dos janduís".

As razões mais profundas podem ser encontradas na expulsão dos holandeses - fiéis aliados dos indígenas tapuias -, além do avanço da economia pastoril que promovia a ocupação das terras dos nativos, além do que, o sertão do Açu foi alvo da migração de pessoas vindas das demais províncias do Norte em fuga de um surto epidêmico de febre amarela. Diante desse panorama, os tapuias sentiram-se usurpados e resolveram reagir.

Em pouco tempo os tapuias fizeram-se senhores, novamente, de todo sertão ameaçando inclusive os colonos na ribeira do Ceará Mirim. Tal proximidade com a sede da Capitania colocava em perigo os moradores de Natal. Houve então a necessidade da vinda de socorro da Bahia. A solução encontrada pelo Governador Geral foi autorizar o envio de duas Companhias que partiram sob o comando do Coronel Antônio de Albuquerque Câmara.

No que tange ao Seridó, na ribeira do Acauã, chega em 1687 o coronel Antônio de Albuquerque da Câmara, que ali possuía uma sesmaria, para dar combate aos gentios, usando como base militar a casa-forte do Cuó, cujos alicerces ainda podem ser encontrados em Caicó.

No entanto, esta expedição resultou em um enorme fracasso, fazendo com que os moradores da Capitania do Rio Grande ficassem bastante abalados a ponto de ameaçarem "despejar a Capitania". Essa decisão dos moradores fez com que o capitão-mor do Rio Grande baixasse um edital para impedir o êxodo em massa, alertando a população dos possíveis danos que sofreriam se abandonasse a capitania.



O roubo de uma índia fundou a Paraíba

há mais de 400 anos atrás...

Com o objetivo de povoar o Brasil:

A colônia portuguesa, Brasil, foi dividida em quinze capitanias, para doze donatários. Entre elas destacam-se a capitania de Itamaracá, a qual se estendia do rio Santa Cruz até a Baía da Traição.

Inicialmente essa capitania foi doada à Pero Lopes de Sousa, que não pôde assumir, vindo em seu lugar o administrador Francisco Braga, que devido a uma rivalidade com Duarte Coelho, deixou a capitania em falência, dando lugar a João Gonçalves, que realizou algumas benfeitorias na capitania como a fundação da Vila da Conceição e a construção de engenhos.

Após a morte de João Gonçalves, a capitania entrou em declínio, ficando à mercê de malfeitores e propiciando a continuidade do contrabando de madeira. Em 1574 aconteceu um incidente conhecido como "Tragédia de Tracunhaém", no qual índios mataram todos os moradores de um engenho chamado Tracunhaém em Pernambuco, próximo a Goiana.

Esse episódio ocorreu devido ao rapto e posterior desaparecimento de um índia, filha do cacique potiguar, no Engenho Tracunhaém. Após receber a comitiva constituída pela índia e seus irmãos, vindos de viagem, após resgatar a índia raptada, para pernoite em sua casa, um senhor de engenho, Diogo Dias, provavelmente escondeu-a, de modo que quando amanheceu o dia a moça havia desaparecido e seus irmãos voltaram para sua tribo sem a índia.

Seu pai ainda apelou para as autoridades, enviando emissários a Pernambuco sem o menor sucesso. Os franceses que se encontravam na Paraíba estimularam os potiguaras à luta. Pouco tempo depois, todos os chefes potiguaras se reuniram, movimentaram guerreiros da Paraíba e do Rio Grande do Norte e atacaram o engenho de Diogo Dias.

Foram centenas de índios que, ardilosamente, se acercaram do engenho e realizaram um verdadeira chacina a morte de todos que encontraram pela frente: proprietários, colonos e escravos, seguindo-se o incêndio do engenho.

Após esta tragédia, D. João III, rei de Portugal, desmembrou Itamaracá, dando formação à capitania do Rio Paraíba.

Fonte: Wikipedia

Curso de Tupi Antigo - Online

Introdução ao Tupi Antigo

Nós nos propomos, aqui, a ensinar-lhe, de modo correto, o Tupi Antigo, a língua indígena clássica do Brasil, a velha língua brasílica dos primeiros dois séculos de colonização do nosso país. Você aprenderá os fundamentos da língua Tupi e conhecerá onde ele está presente na língua portuguesa e na geografia do Brasil.

Infelizmente há cursos sem a mínima seriedade, que ensinam Nheengatu da Amazônia como se fosse Tupi Antigo, de envolta com o Guarani paraguaio. Tudo isso mais confunde os alunos que os ensina. Ora, estudar Tupi Antigo exige a mesma seriedade científica que exige o estudo de qualquer outro idioma. Assim, antes de tudo, é importante que certos conceitos fiquem bem claros para quem começa a estudar essa língua.

Conceitos Importantes

TUPI ANTIGO - Essa foi a língua que os marinheiros da armada de Cabral ouviram quando aqui chegaram em 1500 e que ajudou na construção espiritual do Brasil. Naquela época, essa língua era falada em toda a costa do Brasil por muitos grupos indígenas: os Potiguaras, os Caetés, os Tupinambás, os Temiminós, os Tabajaras, etc. Seu primeiro gramático foi o Padre José de Anchieta, que publicou sua Arte de Gramática da Língua mais Usada na Costa do Brasil, em 1595.

Chegou a ser, por séculos, a língua da maioria dos membros do sistema colonial brasileiro, de índios, negros africanos e europeus, contribuindo para a unidade política do Brasil. Forneceu milhares de termos para a língua portuguesa do Brasil, nomeou milhares de lugares no nosso país (sendo, depois do português, a língua que mais produziu nomes geográficos em nosso território), esteve presente em nossa literatura colonial, no Romantismo, no Modernismo, foi a referência fundamental de todos os que quiseram afirmar a identidade cultural do Brasil. “Falada na catequese e nas bandeiras, instrumento das conquistas espirituais e territoriais da nossa história, o seu conhecimento, sequer superficial, faz parte da cultura nacional” (Lemos Barbosa, 1956).

LÍNGUA GERAL – Foi uma língua surgida da evolução do Tupi Antigo, a partir da segunda metade do século XVII, quando, então, era falada por todos os membros do sistema colonial brasileiro: negros, brancos, índios tupis e não tupis, mestiços.

TUPI-GUARANI – não é uma língua, mas uma família de mais de vinte línguas. Inclui o Tapirapé, o Wayampi, o Kamayurá, o Guarani (com seus dialetos), o Parintintin, o Xetá, o Tupi Antigo, etc. Existem línguas Tupi-Guarani, não o Tupi-Guarani. Dessas, o Tupi Antigo é a que foi estudada primeiro e a que mais influenciou a formação da cultura brasileira.

NHEENGATU – é uma língua da Amazônia, uma evolução da língua geral, falada por caboclos no vale do Rio Negro, na Amazônia. É uma fase atual do desenvolvimento histórico do Tupi Antigo, mas não é o Tupi Antigo.

TUPI MODERNO – é o nome que alguns dão ao Nheengatu da Amazônia ou, ainda, a certas línguas faladas da família Tupi-Guarani. Não é a língua que Anchieta estudou, mas uma evolução dela.

Chave da pronúncia do tupi antigo

VOGAIS:

A: ka’a - mata;

a-karu - (eu) como;
taba - aldeia
E: ere-ker - (tu) dormes;
ixé - eu;
pereba - ferida
I: itá - pedra;
pirá - peixe;
maíra - francês
O: "a-só" (leia assó) - (eu) vou;
oka - (leia "óca") - casa

U: upaba - lago;
sumarã - inimigo;
puká - rir

Para Fazer o curso com direito a certificado:

http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/index.html